A história de Mabille Tamala, a aluna de fotografia que trocou as Filipinas por Lisboa... por amor

Já era fotógrafa na Ásia, mas queria aprender mais. Entrou na ETIC a pensar no mercado de trabalho português. Terminado o curso, faz um balanço positivo e está pronta para ser freelancer. "Eu já era boa em teoria, mas tinha de aprender mais prática. Foi isso que a ETIC me deu", conta.

 

Foi o amor que trouxe Mabille Tamala a Portugal. Nascida há 32 anos nas Filipinas, Mabille está em Lisboa há cinco. “Começámos a falar online nos tempos da faculdade lá nas Filipinas, mas só nos conhecemos pessoalmente em 2009”, conta-nos. O que parecia ser confirmou-se. Era amor. “Casámo-nos em 2013. Cinco meses depois já estávamos em Portugal”. Sem surpresa: o marido, Carlos, é português.

Na Ásia, Mabille era fotógrafa. “Sempre adorei fotografia. Adoro comunicar através de imagens”. Trabalhava num estúdio “especializado em retratos de família e de crianças”, diz com um orgulho incontido.

A vinda para Portugal mudou-lhe as rotinas. E a vida. “Engravidei... tive um filho... foi muito bom”, conta, em palavras pequeninas, ainda ditas a medo, embora o seu português seja bem mais perceptível do que ela pensa. “Quer falar em inglês?”, pergunta. Mas logo a seguir à pergunta explica que gosta de falar português “para ir aprendendo”. É, pois, na nossa língua que continuamos a conversa”.

“Quando estava grávida, o meu marido comprou-me câmaras e objetivas e comecei a aprender a usá-las, porque é tudo muito diferente. Passei muito tempo a aprender sozinha no Youtube, porque tinha o bebé muito pequeno e não podia ser de outra forma”, recorda.

No ano passado começou a procurar trabalho, mas reparou que as ofertas que encontrava exigiam formação. Foi assim que veio visitar a ETIC. “O meu objetivo quando pensei no curso de fotografia era aumentar os meus conhecimentos e melhorar as oportunidades de trabalho”.

Inscreveu-se no curso de Fotografia - Anual e voltou a estudar. Ela que, das Filipinas, além do amor, já trazia uma licenciatura em Belas-Artes e uma especialização em Publicidade. “Aprendi muito aqui na ETIC. Eu já era boa em teoria, mas precisava de aprender com a prática. E foi isso que a ETIC me deu”.

Habituada a fazer retrato de crianças e famílias, ganhou diversidade e outros gostos. No curso, que agora terminou, fez “eventos, concertos, live music”. “Só não fiz ainda casamentos porque a ETIC não faz, mas quero fazer, claro”, diz, com uma gargalhada.

Mabille não tem dúvidas em fazer um balanço positivo da sua passagem pela escola. “Aprendi muito, foi útil. E depois conheci gente muito divertida. Gosto muito dos meus colegas e de todas as pessoas, que foram sempre muito agradáveis comigo”, elogia.

Agora sabe que tem mais experiência e valências. “Quero ser freelancer. Adoro fotografia, não é trabalho, é mesmo prazer”, afirma, não perdendo de vista a sua realidade: “Tenho de continuar a aprender. Nunca se sabe tudo”, conclui.

Para o coordenador do curso de Fotografia da ETIC, “enquanto aluna, Mabille teve sempre um desempenho exemplar, grande humildade e vontade em aprender”.

“Incansável, voluntariou-se para quase todas as parcerias em que a escola esteve envolvida e de todas as pessoas responsáveis recebeu os maiores elogios pela sua atitude, empenho e qualidade no trabalho”, afirma José Fabião.

O professor não esquece o sorriso da aluna e “o okaaaay" prolongado que lhe sai da boca quando se lhe pede alguma coisa. “Seria bom termos mais Mabilles nesta escola”, sublinha.

 

Créditos fotográficos:
Mabille Tamala